quinta-feira, 3 de julho de 2025

Os caminhos da adoção





OS CAMINHOS DA ADOÇÃO

Por Marlon Fonseca






             No último dia 25 de maio, foi celebrado mais um dia Nacional da Adoção. Trata-se de mais uma tentativa de desmistificar o tema para o público brasileiro.
            O país, hoje em dia, conta com uma legislação bem considerada por vários operadores de Direito, o Estatuto da Criança e Adolescente (Lei nº 8069 de  1990). Porém,  a adoção enfrenta certas barreiras impostas pela própria sociedade. Ainda há, na cultura nacional, vários pensamentos restritivos sobre o assunto e muita desinformação à respeito do tema.
            Como forma de instrumento desta desmistificação, várias      ONG's pelo país lutam pela causa. Em Niterói, o Grupo de Apoio à Adoção Quintal da Casa de Ana realiza há muitos anos um trabalho sério para apoio às famílias interessadas no assunto bem como para a  divulgação do tema e de seu trabalho de amplitude nacional.
            A Assistente Social Lívia Curi, que atua há mais de 5 anos na instituição, conta como é feita a abordagem do tema perante os assistidos. "Nós lidamos aqui, tanto com casais que pretendem adotar como os que já adotaram. Para isso, contamos, além do trabalho das assistentes sociais, com psicólogos e assistência jurídica. Também atendemos estudantes que pretendem se inteirar sobre o tema. Eles trazem as dúvidas, as sugestões e nós  vamos elucidando as dúvidas. Fornecemos atendimento individual e grupos reflexivos onde todos podem compartilhar seus mitos e dúvidas.", explicou.
            Em relação ao ponto de vista do brasileiro sobre o tema, a psicóloga Edna Orlando considera que ainda há uma certa resistência. "Muitos ainda querem adotar bebê, criança branca, de peferência menina", revela.
Lívia   aproveita  a informação  fornecida pela colega e destaca que ainda há resistência a determinados gêneros de crianças. "Deficientes, grupo de irmãos, crianças em uma idade mais avançada encontram muita dificuldade em conseguir um lar", exemplificou.
             Quem consegue passar pela desinfomação e pelos preconceitos relata uma história feliz. Os empresários Rosana e Jorge Santos formaram a sua família com duas filhas adotivas Rebeca e Roberta. "Nosso processo, para ambas as filhas, transcorreu de forma tranquila, porém, sempre com a mesma expectativa. Desde namorados falávamos em formar uma grande família tanto com filhos biológicos como com adotivos. Com a demora da filiação biológica começamos nossa busca pelo filho adotivo. Digo sempre que a filiação por adoção é uma gravidez que você sabe quando começa a gestação, mas nunca sabe quando vai parir.", afirmou Rosana.
"Quando minha primeira filha chegou tive a certeza de que para ser, me sentir e exercer o papel de mãe, não precisava necessariamente gestar o filho. Assim, dois anos e meio depois chegava minha segunda filha. Posso dizer que a adoção é uma forma de amar incondicionalmente e todos, tanto pais quanto filhos, nos realizamos igualmente", concluiu Rosana. 
           Histórias como esta comprovam que o ato de adotar é um verdadeira forma de exercício de amor e solidariedade para com o próximo.
           Os casais que estejam interessados em adotar devem procurar grupos de apoio à adoção como o Quintal da Casa de Ana ou a Vara de Infância e Juventude de sua cidade.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Galgando degraus para o sucesso.

ENTREVISTA


Galgando degraus para o sucesso

Por Marlon Fonseca


A Jornalista Carolina Silveira, de 29 anos, acaba de dar mais um passo em sua carreira ao ser contratada pela FIRJAN – Federação das Industrias do Estado do Rio de Janeiro. Ex-aluna da Estácio e Ex-colaboradora e funcionária do Estaciente, conta os caminhos que percorreu até o momento.







Estaciente: Como surgiu a vontade de cursar Jornalismo?
Carolina: Sempre gostei muito de escrever e confesso que considerei cursar Letras. Mas, por ser muito comunicativa, optei por Jornalismo. Tive que me mudar para Niterói,  pois em Pádua não havia faculdade.
Estaciente: Você atuou como colaboradora do Estaciente. Qual foi a importância dele para a sua formação?
Carolina: Procurei o Estaciente pois estava com vontade de praticar o ofício.Eu atuei por lá por dois anos. O primeiro como colaboradora e mais um ano como funcionária. Para a prova de funcionária eu não passei em um primeiro momento. Tinham duas vagas e eu fiquei colocada em terceiro. Fiquei um pouco desanimada, mas três meses após, a Helen me contactou informando que uma das funcionárias iria sair e fiquei em seu lugar. Quanto a importância para a minha carreira, posso dizer que foi fundamental. Lá me foi permitido testar, inventar, errar e acertar. Sem contar com a ajuda luxuosa de professores gabaritados como a Helen.
Estaciente: Como foi conciliar a faculdade com o trabalho no jornal?
Carolina: Além da faculdade e do Estaciente eu ainda cheguei a iniciar, paralelamente, meu trabalho no O Fluminense. Foi  uma loucura mas foi igualmente gratificante.
Estaciente: E a ida para O Fluminense, como ocorreu?
Carolina: O jornal entrou em contato com a Helen, pois eles estavam com vagas e desejavam uma indicação dela. E ela me indicou. Inicialmente fui contratada como jornalista de “cinco horas”. Após formada passei a ser de “sete horas”. Em 2 anos de jornal tornei-me editora da parte on line.
Estaciente: Destaque algumas matérias e momentos marcantes em sua passagem por lá.
Carolina: Foram 5 anos trabalhando lá. Fica difícil escolher alguma coisa em específico. Tudo me marcou e foi muito importante para a minha carreira. Mas, por exemplo, quando comecei queria fazer matérias policiais. Ao fazê-lo, de fato, percebi que não tinha nada a ver com o meu perfil. Também atuei em toda a reformulação do novo website.
Estaciente: E agora este novo horizonte na FIRJAN. Quais serão as sua atribuições neste novo desafio?
Carolina: Na FIRJAN entrei através de um processo seletivo grande. Lá atuo como Analista de Comunicação Interna. Estou conseguindo aplicar os conhecimentos adquiridos na época de reformulação do site de O Fluminense.Estou lá há 2 semanas e estou muito animada.
Estaciente: Além de lhe agradecer pelo tempo e parabenizá-la pela sua carreira, deixe, por favor, um recado para os novos alunos de Jornalismo.
Carolina: Não vou negar. Não é uma profissão fácil. Exige sacrifícios e é um meio e mercado complicado. Às vezes, dentro da faculdade, não revelam o que é a profissão de verdade.Tem que haver dedicação. Em qualquer trabalho que fizer, você tem que dar o seu melhor, pode ser em uma nota, matéria ou obituário. Estou feliz com a minha profissão.


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Obs: Essa foi a minha primeira entrevista feita e confesso que gostei muito de fazê-la. Logicamente deu tudo certo pois a entrevistada também foi muito solícita e atenciosa.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Kinect: diversão, tecnologia e exercício


TECNOLOGIA, DIVERSÃO E EXERCÍCIO

O Kinect, sensor de movimentos da Microsoft inova e exercita

Por Marlon Fonseca





Em Dezembro de 2006, o videogame Wii da Nintendo inovou o mundo dos games ao apresentar uma nova forma de jogar: com controles utilizando sensores de movimento. Em 2010 o Kinect da Microsoft foi lançado como acessório para o seu atual console, o Xbox 360, e expandiu esta tecnologia. Nele não há a necessidade de uso do joystick para jogar. Como diz seu slogan “o controle é você”.

Diante de tal lançamento, ampliou-se a discussão acerca da utilidade de tal invenção. Para muitas pessoas, além de diversão, os jogos compatíveis com o Kinect resultam, também, em uma forma de exercício. Seu nome, inclusive, faz alusão à cinesia, estudo dos movimentos.

A maioria dos aficionados por jogos eletrônicos aprova a novidade. Estudante de publicidade da Estácio Niterói, Átila Pontes, é fascinado por games e tecnologia e admira o kinect “A cada dia que passa parece que os dias de vida do nosso tão amado joystick estão chegando ao fim. A conectividade e interação entre games e gamers atinge um novo patamar tecnológico: movimentos. A ideia conceitual trazida pela Nintendo para unir não somente os gamers com os games, mas também os gamers entre si foi adotada pelos outros fabricantes e, mais do que esperado, a disputa vem evoluindo cada vez mais os consoles e games, trazendo assim uma nova experiência em jogabilidade para os “gamemaníacos”. A Microsoft conta como trunfo toda a diversão promovida por jogos baseados em sensores de movimento, feitos especialmente para o Kinect e toda a diversão que a tecnologia de primeira pode proporcionar” – destacou.

Mas não são somente os jogadores que abraçaram a tecnologia. Profissionais da área de educação física vislumbraram na novidade uma opção de exercício para pessoas sedentárias.  Daniel Santos de 28 anos, professor de Educação Física é um deles “Achei bastante interessante a soma de tecnologia, diversão e exercício. Jogos como UFC Trainer e your Shape: Fitness Envolved contém módulos de treinamento e exercícios feitos por profissionais da área. O grande lance para captar hoje em dia crianças e adolescentes é exatamente despertar o interesse na prática do exercício. Além do gasto calórico, esta prática poderá ajudar no desenvolvimento muscular, ósseo. O interesse por outros esportes pode surgir a partir daí. Ainda há estimulo da prática de atividades em grupo, compartilhar o jogo, aquele momento, advindo um ganho de interação social.”  Ele pretende adquirir o aparelho em breve.

Seu colega de profissão Carlos Cavalcante já possui o aparelho há um tempo e conta com entusiasmo “Uma vez medi no frequencimetro meus batimentos cardíacos jogando Dance Central. Estava há mais de 150 batimentos por minuto. Esta taxa indica que esta atividade realmente proporciona certo gasto calórico”, declarou o profissional.

Segundo estimativas, o gasto calórico das atividades com os jogos do Kinect equipara-se a e uma atividade física moderada, como uma caminhada, por exemplo.  Alguns jogadores, inclusive, chegaram a criar um blog mostrando as novidades sobre o aparelho e os ganhos de saúde com sua realização (http://www.magroscomkinect.com/).

Esta nova modalidade de se jogar tem ultimamente sendo denominada de emagrecimento divertido. Mas especialistas alertam que apesar de prazerosa e efetiva ela não pode ser substitutiva das demais formas de exercício físico, bem como a necessidade de uma boa e regular alimentação.






Esta matéria foi publicada originalmente na página Principal do Jornal Estaciente da Universidade Estácio de Sá campus Niterói, Edição 399 lançada no dia 14 de Maio de 2012

Onde foram parar os cinemas?


ONDE FORAM PARAR OS CINEMAS?
A diminuição do número de cinemas na cidade incomoda os cinéfilos


Por Marlon Fonseca

A imagem de uma cidade sem cinemas



Este texto foca principalmente a situação dos cinemas em Niterói, mas com certeza concilia-se com a situação de várias cidades do Brasil e do mundo.



Quem possui mais de trinta anos deve recordar-se da quantidade de cinemas que nossa cidade continha. Tanto em Icaraí como no Centro, a cidade era muito bem servida neste sentido. Aos poucos, porém, um por um dos cinemas da cidade foram fechando chegando ao ponto que estamos atualmente: somente os shoppings Bay Market e Plaza oferecem este serviço (o Cine Arte Uff encontra-se em obras há um bom tempo).

Muito pouco para uma cidade que já teve dezenas de salas espalhadas por vários de seus pontos, atendendo, inclusive, ao mais variado público.  A queda do Cinema Icaraí é um dos maiores retratos dessa situação (recentemente ele foi adquirido pela UFF e se tornará um complexo cultural)

Trata-se de fato social infelizmente comum e difícil de reverter. Apesar da importância, conforto e excelência tecnológica dos “cinemas de Shopping Centers”, os cidadãos e “cinéfilos” têm enfrentado situações problemáticas em dois pontos importantes. O primeiro reside no aspecto da perda do “charme” inegável que os ditos cinemas de bairro possuem (possuíam) na cidade. Construções belas e antigas resultavam em um valor artístico inegável.

Já em segundo plano, e até mais grave, é a diminuição da acessibilidade a determinados filmes ou Gêneros de filmes.  Não muito comum o frequentador assíduo tem que se deslocar para o Rio de Janeiro ou São Gonçalo para poder assistir a algum filme que não esteja passando na cidade. Exemplo mais recente para ilustrar tal fato foi no caso de “O Artista”, vencedor do Oscar deste ano. Ele não foi exibido em nenhuma das salas existentes em Niterói.

O ideal, sem sombra de dúvidas, seria o casamento entre estes dois tipos de cinema e não a supremacia de um pelo outro. Só assim o espectador assíduo estaria plenamente servido.






Matéria originariamente publicada no Jornal Estaciente - Universidade Estácio de Sá, Campus Niterói, página de Opinião, Edição, 399 lançada no dia 14 de Maio de 1012

A leitura como forma de desenvolvimento


A LEITURA COMO FORMA DE DESENVOLVIMENTO
O hábito da leitura além de ser algo prazeroso ajuda no desenvolvimento do leitor.



Por Marlon Fonseca



A escrita é uma das formas mais antigas e abrangentes de comunicação. Através dela se consegue passar mensagens e informações de forma ampla e permanente.  Hoje ela é tida por muitos leitores e especialistas das mais variadas áreas como forma de desenvolvimento de linguagem, fonte de informação, além de um hábito prazeroso.
Dentre os benefícios podem ser destacados a aquisição de conhecimento, estimulo á criatividade e imaginação, desenvolvimento da capacidade argumentativa e de comunicação em geral, formação e ampliação do vocabulário, utilização dos recursos da linguagem, desenvolvimento da fala e escrita, acesso á informações constantes e importantes, ampliação do conhecimento acerca do objeto da leitura e aumento da identidade cultural.



Prazer e Informação
Fernanda Marques, leitora habitual de livros, jornais e revistas conta a importância da leitura para a sua vida Desculpe-me a honestidade. No início a dose era tímida, mas minha ansiedade e paixão descoberta me fizeram aumentar a quantidade, em volume e números.
Não sei viver sem estar cercada deles, é uma necessidade diária. Às vezes quero que acabe logo, de tão nervosa e excitada que fico. Noutros eu os aprecio lentamente, degustando cada segundo e me dando ao prazer de analisar cada sinuosidade implícita de seus caracteres, sempre tão únicos.
Ler é mergulhar no mundo permitido da imaginação e opinar sem ser questionado, pois a visão dos fatos e suas conclusões são exclusivamente minhas.
Cada página traz seu próprio enigma, e a emoção pode ser encontrada na próxima linha, tudo ao alcance dos meus dedos e assim, as horas são preenchidas e passam, deliciosamente.


Desenvolvimento linguístico e argumentativo:

Especialistas ressaltam que é na infância que se adquire com mais facilidade o hábito de ler. Em entrevista concedida ao canal futura, o escritor Francisco Gregório fala da importância da produção literária para as crianças. “Essa convivência entre as várias linguagens artísticas produz bons resultados. Produz um desenvolvimento na formação das crianças e dos jovens. É um banquete que inclui as letras, as imagens, a oralidade.”
Segundo pesquisa publicada no Instituto Pró-livro em 2008 houve um aumento significativo de leitores no Brasil.




Matéria publicada no caderno de Cultura do Jornal Esatciente- Campus Estácio Niterói, ed. 398, lançada no dia 07 de Maio de 2012